A Divisão em Regiões

O Brasil tem aproximadamente 8,5 milhões de km². Esses, por sua vez, são distribuídos em cinco regiões. Elas se formaram ao longo da história do país que, antigamente, era dividido apenas onde hoje se localiza a região Nordeste. Portugal e Espanha os dividiam nas chamadas Capitanias Hereditárias. A negociação entre as duas Coroas deu início no Brasil com a venda da ilha de São João, mais conhecida como Fernando de Noronha.

Fernão de Loronha, empreendedor, comerciante e armador português, comprou a ilha de São João do rei de Portugal, Dom Manuel I. Fernão adquiriu a ilha para explorar um dos recursos mais requisitados da terra dos Tupiniquins, o pau-brasil. Essa matéria prima era muito visada, pois apresentava características que interessavam ao comércio exterior. Assim como outros recursos, a madeira brasileira era contrabandeada por colonizadores de diversas partes da Europa.

Os franceses dominavam o contrabando da madeira no litoral brasileiro. Na época, Portugal passava por uma crise financeira do comércio. Tal crise fez com que o rei Manuel I tomasse uma atitude e deu início à colonização do Brasil por parte dos portugueses. Eles mandaram em expedição para o Brasil, após o fracasso de Cristóvão Jaques, Martim Afonso de Souza. Com poucos recursos, ele pode chegar à terra da madeira.

Juntamente com o Primeiro Conde da Castanheira, Dom António de Ataíde, o então rei Dom João III, deu as terras para que eles a ocupassem. O domínio delas se tornava necessário para a erradicação do contrabando. O território brasileiro, que pertencia a Portugal, era dividido em 15 pedaços, chamados de Capitanias Hereditárias. Foi uma aliança entre os dois Impérios, Portugal e Espanha, que fizeram o chamado Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494.

As Capitanias Hereditárias

Elas foram divididas em partes, especificamente em 15 faixas de terra. Cada pedaço tinha um dono. Eram localizadas apenas na região que hoje pertence ao Nordeste e parte da região sudeste brasileira, a parte pertencente à Coroa portuguesa. O resto dos milhões de quilômetros pertenciam aos espanhóis. Elas eram respectivamente: Capitania do Maranhão primeira secção, que ia do extremo leste da ilha de Marajó, no Pará, até a foz do rio Gurupi, entre Pará e Maranhão. Seus donos eram João de Barros e Aires da Cunha.

A segunda capitania, Capitania do Maranhão segunda secção, ia da foz do rio Gurupi, entre o Pará e o Maranhão, até a Parnaíba, no Piauí. O dono dessa terra era Fernando Álvares de Andrade. A terceira era a Capitania do Ceará, localizava-se da Parnaíba até Fortaleza, no Ceará. Seu donatário era Antônio Cardoso de Barros.

A quarta capitania, a Capitania do Rio Grande, encontrava-se de Fortaleza à Baía da Tradição, na Paraíba. A quinta capitania era a de Itamaracá, seu território era da Baía da Tradição até a Igaraçu, no estado do Pernambuco. Seu donatário era Pero Lopes de Sousa. A sexta era a Capitania de Pernambuco, localizada de Igaraçu até Rio São Francisco, de Alagoas a Sergipe. Seu donatário era Duarte Coelho Pereira.

A sétima, a Capitania da Baía de Todos os Santos, ia do Rio São Francisco até a Itaparica, localizada na Bahia. O proprietário era Francisco Pereira Coutinho. A oitava das 15, era a Capitania de Ilhéus, que ia de Itaparica até Comandatuba, também na Bahia. Tinha Jorge de Figueiredo Correia como dono. A nona capitania, a de Porto Seguro, se estendia de Comandatuba até Mucuri, na Bahia. Pero do Campo Tourinho a possuía.

A décima Capitania era a do Espírito Santo e ia de Mucuri até Itapemirim, no Espírito Santo. Ela era de Vasco Fernandes Coutinho. A décima primeira faixa de terra, a São Tomé, ia de Itapemirim até Macaé, no Rio de Janeiro. Pertencia a Pero de Góis da Silveira. A décima segunda capitania ia de Macaé a Caraguatatuba, em São Paulo. Pertencia a Martim Afonso de Sousa e era chamada de Capitania de São Vicente, primeira Secção.

A décima terceira era a Capitania de Santo Amaro, de Caraguatatuba até Bertioga, pertencia a Pero Lopes de Sousa. A penúltima era a segunda secção de São Vicente, de Bertioga a Cananeia, ilha do Mel, no Paraná, também pertencente a Martim Afonso de Sousa. A última delas a Capitania de Santana, tinha como donatário Pero Lopes de Sousa e ia da Ilha do Mel até Laguna, em Santa Catarina.

Com o passar dos anos, a divisão político-administrativa foi sofrendo alterações. Na época da colonização, a primeira forma de divisão foram as Capitanias. Em seguida, o Brasil foi dividido em dois estados: Maranhão e Estado do Brasil, no ano de 1573. Com a expansão da colonização, o Brasil começou a ser habitado e os sistemas governamentais se desenvolveram.

A partir de 1709, o Brasil já estava dividido em sete estados. Onde atualmente encontra-se parte da Amazônia, no Norte do país, localizava-se a província do Grão-Pará. Abaixo, na área que pertence atualmente a Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e parte do Paraná, era dominada pelo Estado de São Paulo. O estado do Nordeste era ocupado apenas pelo Maranhão, Pernambuco e Bahia. Na região Sul, apenas a província de São Pedro. No Sudeste, o Rio de Janeiro.

Em 1789, estourava na França a Revolução Francesa. Logo após, no Brasil, a Inconfidência Mineira. Alguns estados foram criados e São Paulo perdeu uma imensa parte de seu território. Agora existiam, além das outras, Mato Grosso, na parte Oeste do antigo território de São Paulo, Goyaz, na parte central, Minas Geraes, na parte Sudeste, e Espírito Santo, no litoral. Os paulistas ficaram entre Goyaz (acima) e Rio Grande do Sul (abaixo), antiga província de São Pedro.

No ano de 1823, um ano após a Declaração da Independência, foram acrescentados ainda mais territórios. O Brasil ganhou os estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, o Ceará e o Piauí. No Sul, houve o acréscimo do estado de Santa Catarina e da Província da Cisplatina, atualmente território do Uruguai.

Quando já proclamada a República no país, os agora oficializados de Estados da República, totalizavam cerca de 20. Grão-Pará tornou-se Pará e Amazonas, Goyaz passou a se chamar Goiás. Em 1943, no Período da Segunda Guerra Mundial, o Brasil apresentava cerca de 26 Estados da República.

Novas Unidades foram acopladas. Rio Branco localizava-se onde hoje é o Estado de Roraima, Amapá, Fernando de Noronha, Ponta-Porã e Iguaçu dividiam um território que pertence a Mato Grosso do Sul, Guaporé, Rondônia, o Acre e o Paraná.

A partir de 1960, o Presidente da República, na época Juscelino Kubitschek, juntamente com o urbanista Lúcio Costa, o arquiteto Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, entre outros, transferiram o Distrito Federal do Rio de Janeiro, para abrigar a Capital Federal, Brasília. Ela se encontra no Estado de Goiás. Contudo, em 1990, o país já contava com 26 Unidades Federativas, mais o Distrito Federal.