Aspectos Geográficos de Alagoas

Boa parte do estado alagoano se encontra há poucos metros de altitude. A região mais alta chega aos 800 m, a Serra Santa Cruz. O relevo possui três tipos: a planície litorânea, o planalto e a depressão. Alagoas é coberto por três tipos de vegetação: a vegetação litorânea (encontrada em poucas áreas), Mata Atlântica e a Caatinga.

São dois tipos de clima presentes no estado alagoano: o semiárido, que é o típico dos climas sertanejos, ocupando a maior parte do território. O tropical úmido, também presente em Alagoas, é o predominante no litoral alagoano. No geral, Alagoas é quente no verão e no inverno ocorrem chuvas bem abundantes na região da costa.

No planalto de Borborema é que encontra-se a nascente da maioria dos rios que correm por Alagoas. Parte dos rios deságuam no Oceano Atlântico, outra parte deságua no rio São Francisco. Os que terminam no oceano são: o Camaragibe, o Mundaú, o Paraíba do Meio e o Coruripe. No rio São Francisco, existe: o rio Marituba, o Traipu, o Ipanema, o Capiá e o Moxotó.

O estado alagoano possui 102 municípios. Faz limites com Pernambuco, Sergipe, Bahia e Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 27.767 km², sua capital Maceió é uma das cidades mais populosas do estado. Estima-se que a população de Alagoas seja por volta de 3 milhões de habitantes e a taxa de analfabetismo é alta, totalizando cerca de 25%. As cidades mais populosas são: Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Coruripe, Marechal Deodoro e Campo Alegre.

A agropecuária é uma característica da região de Alagoas. O local de plantio vai da costa à zona de Mata Atlântica. O estado é um grande produtor da cana-de-açúcar. É comum o cultivo de arroz, feijão, mandioca, milho, banana, abacaxi, coco-da-baía, laranja, algodão e fumo. Além dos produtos de agricultura, os movimentadores da economia alagoana são: os bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos.

O setor industrial e o turismo são fortes segmentos econômicos em Alagoas. Porém, o turismo é a principal área. O estado possui cerca de 40 municípios com potencial turístico. Além das cidades históricas, o estado alagoano possui belas praias. Uma das principais e mais visitadas pelos turistas, Maceió é a praia do Francês.

Aspectos Históricos de Alagoas

No Brasil, havia o contrabando de madeira, em meados do século XVI. Piratas franceses invadiram a costa brasileira com o intuito de explorar as riquezas da terra. Foi então que Portugal e Espanha dividiram o Brasil em regiões através do Tratado de Tordesilhas. Muitos portugueses receberam partes do território brasileiro.

Duarte Coelho Pereira, donatário da Capitania de Pernambuco, expulsou os invasores do local, que agora lhe pertencia. Após o feito, em 1535, iniciou o plantio da cana-de-açúcar. Os primeiros habitantes europeus se formaram em agrupamentos: Penedo, Porto Calvo e Alagoas. Desenvolveu-se a produção da cana e do gado em Alagoas.

Em 1630, os holandeses invadiram o litroral brasileiro entrando por Pernambuco e parte de Alagoas. Eles exploraram a terra com a criação de engenhos da cana. Ao longo do tempo, Alagoas já somava mais de 50 engenhos da cana-de-açúcar. Mas em 1645, os portugueses expulsaram os invasores holandeses.

Depois da expulsão, os colonizadores tiveram que brigar com os índios Caetés, habitantes da região, juntamente com várias tribos nativas do Nordeste. Os piratas franceses, que chegaram aqui no século XIV, negociavam pequenos artefatos em troca dos recursos naturais brasileiros. O estado alagoano foi palco da maior revolta dos escravos africanos na história.

Alagoas era a sede do Quilombo dos Palmares, liderada por Zumbi. Lá, viviam cerca de 30.000 escravos. O Quilombo sobreviveu por volta de 60 anos. Domingos Jorge Velho acabou com a comunidade dos Palmares e Zumbi, o chefe, morreu em 1695, um ano após o fim do quilombo. Alagoas se tornou Capitania apenas em 1817. Mais tarde, a sede do governo do estado foi transferida da cidade de Marechal Deodoro (região onde se formaram os primeiros agrupamentos) para Maceió. Entretanto, só após a Independência, em 1822, Alagoas virou província e Maceió se tornou a capital.

Aspectos Culturais de Alagoas

Como em todo o Brasil, em Alagoas o folclore é muito rico. Os alagoanos têm comemorações folclóricas durante o ano inteiro, em suas respectivas datas, é claro. Os eventos de grande importância do estado alagoano são: as Quadrilhas, o Coco de Roda, a Banda de Pífano (pequena flauta transversal), os violeiros e outros. Também tem a Cavalhada, uma competição de cavalos, com o objetivo de tirar com uma lança o maior número de argolas suspensas.

O Guerreiro é um folguedo (brincadeira) alagoano, dançado com roupas coloridas, fazendo alusão às roupas coloniais. O Coco Alagoano é uma dança que pode ser conferida em festas juninas e surgiu no Quilombo dos Palmares, terra de Zumbi. Alagoas apresenta mais de 20 tipos de danças que são realizadas no decorrer do ano. Os alagoanos comemoram alguns feriados como, por exemplo: o Dia Nacional da Consciência Negra, dia 20 de novembro. E na segunda quinzena de julho, é realizada a festa do Milho. Outra festa popular é a da marcação do gado, chamada de Peja.

Personalidades de Alagoas

  • Graciliano Ramos de Oliveira, escritor, cronista, contista, jornalista, político e memorialista. Uma de suas obras mais famosas é Vidas Secas, de 1938. Nasceu em Quebrângulo.
  • Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, crítico literário, lexicógrafo, professor, tradutor e ensaísta, autor do Dicionário Aurélio, nasceu em Passo de Camaragibe.
  • “O líder negro de todas as raças”, Zumbi dos Palmares, nasceu em Palmares.
  • Manuel Deodoro da Fonseca, primeiro Presidente do Brasil.
  • Floriano Vieira Peixoto, Floriano Peixoto, segundo Presidente do Brasil. Nasceu em Maceió.
  • Mário Jorge “Lobo” Zagallo. Nasceu na capital, Maceió, é um ex-jogador de futebol. Como técnico, participou das cinco Copas do Mundo conquistadas pelo Brasil.
  • Djavan Caetano Viana é cantor, compositor, produtor musical e violonista. Também nasceu em Maceió.