Aspectos Geográficos do  Pernambuco

O relevo pernambucano é composto por baixas altitudes. Mais da metade do território do estado se encontra abaixo de 600 metros. O litoral é formado por planície sedimentar, que em quase todo o local está ao nível do mar. Nas planícies, estão as principais cidades de Pernambuco. Recife, a capital, e Jaboatão dos Guararapes.

Apenas na região do agreste se encontram grandes altitudes que alcançam cerca de 1000 metros acima do nível do mar. Na região de planalto, no planalto da Borborema, seu tamanho chega a 600 metros de altitude. Já na região de Garanhuns, o maciço dômico alcança por volta dos 800 metros.

Localizam-se no estado diferentes vegetações, com três tipos distintos: as matas atlânticas, os manguezais e os cerrados, com o nome de tabuleiros. No plantalto de Borborema e a vegetação do Sertão predomina a caatinga devido ao clima quente e seco.

Por Pernambuco passam os seguintes rios: o rio Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú e o Jaboatão. O rio São Francisco (Velho Chico) passa por dentro do estado. Ele é essencial para o sistema de irrigação, pois ajuda no controle da umidade.

A Unidade Federativa de Pernambuco tem 98.938 km² de extensão. Nesses quase 100 mil quilômetros quadrados, são encontrados cerca de 8,8 milhões de habitantes. Dentre os oito milhões, mais de 1,5 milhões de pessoas vivem na capital Recife. Algumas das cidades importantes são: Vitória de Santo Antão, Goiana, Garanhuns, Petrolina, Arcoverde e Araripina.

Nas regiões litorâneas, é comum que a indústria de serviços seja a mais movimentadora da economia. O estado do Pernambuco não é diferente. A agricultura pernambucana é voltada para o cultivo da cana-de-açúcar, bem como as frutas na região de Petrolina. Mangas, uvas, bananas e melancias são cultivadas. Também são produzidos: feijão, mandioca, cebola, milho e algodão.

A indústria trabalha em função da extração mineral. Os produtos químicos, petroquímicos, farmacêuticos, mobiliários, de transporte e energia, fazem parte da produção industrial da região. Porém a área do turismo é a mais promissora. Ela é responsável por mais da metade do Produto Interno Bruto do estado. Lugares como Tamandaré, Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, são muito visados pelos turistas.

Aspectos Históricos do Pernambuco

Em meados do século XVI, aconteciam as grandes navegações. Foi o período em que capitães do mar saíam à procura de novas terras. Pedro Álvares Cabral achou o Brasil no ano de 1500 e um ano após o achamento, a expedição guiada por Gaspar de Lemos, um dos capitães da frota de Cabral, iniciou o processo de colonização no território de Pernambuco.

Depois de Gaspar, foi a vez de Jaques Cristóvão tomar conta do litoral pernambucano. Jaques fundou uma feitoria (pontos comerciais estratégicos) da colônia portuguesa no continente sul-americano, lugar onde seria criado um vínculo com os nativos. Tinha como objetivo defender as terras pernambucanas de ataque de outras nações.

A feitoria foi construída na entrada do canal de Santa Cruz, em Itamaracá. O objetivo, além da criação de vínculos com os nativos e defender o território, era conseguir informações sobre as riquezas da terra.

Pelo tratado feito entre Portugal e Espanha, o Tratado de Tordesilhas, o Brasil foi dividido em duas partes por eles. A Coroa portuguesa dividiu a terra em 15 lotes e deu a 12 donatários. Em 1534, a Capitania de Pernambuco foi doada para Duarte Coelho Pereira, navegador e soldado português, que fundou Igarassu, Olinda e Recife. Ele também deu início à monocultura da cana-de-açúcar.

A cidade de Recife foi tomada, em 1595, pelo corsário inglês James Lancaster, que passou um mês saqueando todas as riquezas do território. O período que James saqueou Recife resultou em 15 navios recheados de produtos. James zarpou do Brasil responsável por um dos maiores roubos da pirataria.

A Capitania de Pernambuco era a que promovia mais lucros no ramo do mercado exterior. Produtora de açúcar derivado da cana, na época chamado de ouro branco, a Capitania de Pernambuco novamente foi atacada, dessa vez pelos holandeses, em 1630.

Entre os anos de 1630 e 1654, os holandeses ocuparam toda a região da capitania. Liderados pelo Conde Maurício de Nassau, incendiaram a cidade de Olinda. Por essa razão, se estabeleceram em Recife, onde fundaram a capital do Brasil holandês.

Os neerlandeses tinham consigo uma peça-chave, Domingos Fernandes Calabar, que ajudou na expansão do domínio territorial da Companhia das Índias Ocidentais, dos holandeses. Porém, o capitão português Matías de Albuquerque, em sua fuga para Alagoas, prendeu Calabar, que foi enforcado. Visto que os incêndios prejudicavam a economia do estado baseada na produção do ouro branco, nomearam como governador do estado, o Conde Maurício de Nassau, criador da cidade de Mauriceia ou Mauritsstad.

Nesse momento, Recife prosperou bastante, devido à quantidade de mercadores que ali se encontravam. Por várias discrepâncias nas delimitações de terras, no ano de 1710, os habitantes de Olinda invadiram a capital do Brasil holandês. Iniciou-se, então, a Guerra dos Mascates. Essa foi uma guerra entre os senhores de engenho de Olinda contra os mascates (comerciantes) de Recife.

Após o governo desenvolvimentista de Maurício de Nassau, os holandeses foram expulsos, em 1654, do Brasil. Foram cerca de dez anos de conflito com eles. Entre essa década, houveram duas batalhas, chamadas de Batalha dos Guararapes – Batalha entre neerlandeses e luso-brasileiros.

Em 1817, aconteceu a Revolução Pernambucana. Constituiu-se, então, a República Pernambucana, que logo foi derrubada pela força militar. Em 1824, a Confederação do Equador juntou as províncias do Nordeste, o Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e a Paraíba. Queriam instituir uma república livre do império, com o nome de Confederação do Equador. A Conferência se deu por iniciativa de Frei Caneca. O movimento foi reprimido e o Frei Caneca foi fuzilado. Outro marco pernambucano foi a Revolução Praieira, em 1848, que almejava uma nova constituinte para a Constituição de 1824.

Aspectos Culturais do Pernambuco

O estado de Pernambuco tem como característica principal seu carnaval. Na cidade de Olinda, é bem famoso devido à diversão proporcionada por ele. Diferentemente de algumas cidades brasileiras, o carnaval pernambucano ocorre nas ruas. Os famosos bonecos de Olinda passeiam pelas avenidas, num show de criatividade. O frevo, como estilo de dança mais conhecido de Pernambuco, tem características alegres e bem coloridas.

O artesanato é comum e bastante diverso. São cestas, cantis, anéis e santeiros. Além disso, o trabalho feito à mão de Pernambuco contém objetos com cerâmicas, imagens em madeira, chamadas de carrancas, que ficam na ponta dos barcos para afastar a crença nos maus espíritos.

A culinária, com influências africanas, indígenas e portuguesas, é composta pelos peixes, camarões, arroz e feijão cozidos no leite de coco, milho na pamonha, na canjica e outros. A culinária possui uma receita secreta do bolo da Família Souza Leão, pés de moleque, enfim, é uma riqueza de cores e sabores.

A literatura da região é a de cordel. Esse tipo de literatura é formado por rimas, que contam diversas histórias. Vem escrita em pequenos folhetos, que ora contam fatos, ora contam ficções. Elas são encontradas nas feiras livres de Pernambuco.

Personalidades

  • João Cabral de Melo Neto foi um poeta e diplomata. Autor do livro: “Morte e Vida Severina”, nasceu em Recife.
  • Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, Manuel Bandeira, foi poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor. Nasceu na capital Recife.
  • Francisco de Assis França, o Chico Science, foi um cantor e compositor. Um dos precursores do movimento musical manguebeat. Nasceu em Olinda.
  • Alceu Paiva Valença, Alceu Valença, é um cantor e compositor. Nasceu no interior de Pernambuco, na cidade de São Bento do Una.
  • Luís Inácio Lula da Silva foi o 35º Presidente da República. Nasceu em Caetés, na região do Agreste de Pernambuco.
  • Gilberto de Melo Freyre, Gilberto Freyre, um dos maiores sociólogos do século XX. Nasceu em Recife, foi sociólogo, antropólogo, historiador, pintor e escritor.