Aspectos Geográficos de Rondônia

Rondônia, a antiga região de Guaporé, possui uma superfície de aproximadamente 240 mil quilômetros quadrados. Sua população chega a cerca de 1,5 milhões de habitantes. O estado faz divisa ao sul, com a Bolívia; a leste, com o estado do Mato Grosso; a oeste com o Acre; o seu vizinho ao norte é o Amazonas. A capital de Rondônia é Porto Velho, mais populosa, com quase meio milhão de habitantes.

O planalto cristalino cobre boa parte do território rondoniano. O chapadão é composto por uma topografia tabular, que alcança as maiores altitudes. Predominam nessa região as serras e chapadas. A planície aluvial forma faixas planas de terra, que inundam com as cheias dos rios. A floresta pluvial amazônica abrange a maior parte da vegetação rondoniense.

Por causa da abundância de recursos vegetais e minerais, o extrativismo se tornou uma prática muito comum na região amazônica. A extração de madeira é o principal ramo gerador de lucros para a economia. Na agricultura, são plantados produtos como: o milho, a soja, o arroz, feijão, mandioca e a banana.

Os setores de serviços e indústria também são dinamizadores econômicos da região. A produção de energia, na hidrelétrica de Samuel, é responsável por gerar energia para todo o estado. O setor secundário produz bastante emprego, as indústrias empregam vários funcionários devido à riqueza das terras compreendidas pela floresta amazônica.

Aspectos Históricos de Rondônia

A primeira presença europeia da região foi do espanhol Ñuflo de Chávez, que, juntamente com expedição de Álvar Nuñes Cabeza de Vaca, chegou ao território entre 1541 e 1542. No século XVII, a bandeira paulistana liderada por Antônio Raposo Tavares, chegou em Rondônia, com intuito de expansão e exploração da região brasileira.

O paulista partiu de São Paulo, em 1648, desceu até o rio Paraná, depois subiu até o vale do rio Guapo e, atual estado de Rondônia, cortando o território brasileiro até chegar em Belém do Pará. Após a descoberta de ouro no vale do rio Guaporé, deu-se início à exploração do ouro da região. Porém, os espanhóis e índios estavam por perto da área com a intenção de dominá-la.

Então, a Coroa Portuguesa decidiu que a capitania do Mato Grosso, cujo governador era Antônio Rolim de Oliveira, deveria proteger a margem dos possíveis ataques dos estrangeiros. Rolim construiu um presídio, Nossa Senhora da Conceição, que rapidamente entrou em ruínas. Mais tarde, o governador Luís Pinto de Sousa Coutinho deu outro nome ao forte, que, a partir daquele momento, se chamaria Forte de Bragança.

O Forte de Bragança ruiu, mas outro foi construído, agora definitivo, Real Forte Príncipe da Beira. Os fortes funcionavam contra possíveis investidas espanholas, que tinha sua província na outra margem do rio, próximo à Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O material bélico vinha da Capitania do Pará, trazida através dos rios.

Depois da Independência do Brasil, a região do Guaporé decaiu economicamente, perdendo a importância. Essa região só voltou a ser valorizada após o marco do ciclo da borracha. Como em todos outros estados do norte, a produção de borracha, derivada do látex das serigueiras, trouxe muitos imigrantes e ajudou na estruturação rondoniense.

Em 1878, houve o acordo de Ayacucho, que negociava a divisão política das regiões próximas do rio Guaporé e Madeira. Mais tarde, por volta de 1903, foi assinado o Tratado de Petrópolis, que permitiu a construção de uma estrada de ferro, a Madeira – Mamoré. Com isso, aumentou gradativamente a população de Rondônia.

O estado passou a ser Território Federal de Rondônia a partir de 1956, por um decreto Lei do Governo Federal. O mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon, ajudou a impulsionar a economia com a abertura de estradas e a descoberta de jazidas de cassiterita (mineral de estanho). Com o crescimento econômico e populacional, o território federal se elevou a condição de Estado de Rondônia em homenagem ao Marechal Rondon.

Aspectos Culturais de Rondônia

Por causa do ciclo da borracha, Rondônia recebeu vários migrantes de diversos estados. Consequentemente, a cultura foi induzida. Rondônia, no quesito da culinária, é uma verdadeira salada cultural. Estão presentes no cardápio rondoniense: peixes, pão-de-queijo, a farinha mineira, a polenta paraense, churrasco e chimarrão.

A cultura também tem traços de povos do exterior, uma vez que Rondônia recebeu os japoneses, o bolivianos, libaneses e imigrantes da Ilha de Barbados, na América Central. O vocabulário da região tem características bem mescladas. Alguns termos são encontrados em outras regiões como: guri (gaúchos), piá (paranaenses), dentre outros.

Personalidades de Rondônia

  • Amir Lando é um político. Nasceu na cidade de Piratuba.
  • Euderson Kang Tourinho é um ícone da medicina. Nasceu em Porto Velho.