Aspectos Geográficos do Acre

O Estado do Acre se localiza na divisa entre o Brasil-Peru e Brasil-Bolívia. Ele tem como estados limítrofes o Amazonas, a norte; Rondônia, a leste; Bolívia, a sudeste e o Peru ao sul e oeste. O Acre possui cerca de 150 mil km², com população chegando cerca de 750 mil pessoas. Sua capital e cidade mais populosa é Rio Branco.

O relevo acreano é caracterizado pelas regiões de pequenos planaltos ou terra firme. O clima da região é quente e úmido. A vegetação que cobre o Acre em sua totalidade é a da floresta amazônica. Os rios que correm pelo Acre são: o Juruá, Tarauacá, Envira, Purus, Iaco e o rio Acre.

A economia acreana é uma potência no quesito borracha. No setor primário da agricultura, o Acre está entre os maiores produtores de borracha. Outra coisa é a coleta de castanha-do Brasil. O mesmo seringueiro que extrai o látex que faz a borracha é o que colhe as castanhas nas épocas das chuvas. Ainda no setor primário, a extração da madeira é uma atividade da economia acreana, como também o cultivo do arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho.

Há outros setores da economia, tais como: a indústria, na transformação de produtos agrícolas, produção de barcos, carrocerias, pisos móveis, etc. Conta ainda, com o comércio, com a exportação da madeira de diversos tipos, as frutas, bem como a pecuária, a pesca e a mineração.

Aspectos Históricos do Acre

No Tratado de Tordesilhas fazia parte da América Espanhola. Os dois reinos partiram o Brasil em duas partes: a parte do leste, litorânea, que compete hoje às áreas do nordeste e sudeste brasileiro, pertencia a Portugal.

O Acre, antes de surgir com tal nome, pertencia à Coroa espanhola, mais precisamente à Bolívia. Em 1852, os colonos brasileiros começaram a ocupar o Acre. Após um golpe de estado ao presidente boliviano Aniceto Arce, dado pelo general José Manuel Pando, governou a Bolívia de 1899 a 1904. No ano de 1899, aconteceu a Revolução Acreana, bolivianos decididos a ocupar o Acre contra os colonos brasileiros apoiados pelo Estado do Amazonas.

Vários brasileiros migraram para o Acre por causa dos seringais, pois a terra necessitava de trabalhadores. Os nordestinos formaram maioria entre os brasileiros que foram para a região em busca de melhores condições de vida.

Os bolivianos abandonaram a terra acreana. Para que eles não voltassem mais para o Acre, o governador do Amazonas, Ramalho Junior, preparou uma unidade de aventureiros, entre eles, o espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias.

A República do Acre foi proclamada em 14 de julho de 1899. Mas essa foi dissolvida no ano de 1900, por causa do Tratado de Amizade, feito entre Brasil e Bolívia. Logo depois, proclamou-se novamente a República em 1900, mas novamente foi destruída. Os brasileiros foram derrotados pelas forças armadas da Bolívia.

A Bolívia havia acordado um contrato de arrendamento da terra que conquistara. Concordou com o aluguel com capitalistas ingleses e norte-americanos. Fundou-se o Bolivian Syndicate, que seria responsável pelas terras do Acre.

No ano de 1902, Plácido de Castro, militar do Rio Grande do Sul, foi enviado ao Acre pelo então governador do Amazonas, Silvério Néri. Plácido iniciou a Revolução Acreana. A última rendição aconteceu em 1903. Três dias depois, houve a proclamação da Terceira República do Acre. Dessa vez, obteve o apoio do Presidente do Brasil, Rodrigues Alves e do Ministro das Relações Exteriores, Barão do Rio Branco.

O Barão do Rio Branco assinou o Tratado de Petrópolis. O Acre seria dado ao Brasil, em troca de alguns territórios do Mato Grosso, mais dois milhões de libras esterlinas e a construção de uma ferrovia, a Madeira-Mamoré, que faz a ponte entre os rios Madeira e Mamoré. Plácido de Castro foi o primeiro presidente do Rio Branco, Estado do Acre em 1962.

Aspectos Culturais do Acre

As características da região norte são muito marcantes no estado acreano. Como nos outros estados, o Acre não possui divergências das culturas típicas da região. O cardápio é composto por pato, pirarucu, característica indígena, o bobó de camarão, vatapá, carne-de-sol com macaxeira, influência nordestina, na época em que eles foram para trabalhar na extração de borracha.

O artesanato é outra vertente cultural do estado do Acre. Os artigos são feitos com materiais extraídos da floresta amazônica. Alguns rituais de cunho religioso são conhecidos nas terras acreanas: é comum a prática do Ritual do Santo Daime, de origem indígena, típico do Acre. Utiliza-se um chá feito com folhas e cipó (o chá de Daime), e todos cantam o hinário, intercalado por Ave-Marias e Pai-Nossos.

Personalidades do Acre

  • Armando Nogueira foi um jornalista e cronista. Pioneiro do telejornalismo, criou o Jornal Nacional. Nasceu em Xapuri.
  • Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, foi seringueiro, ativista ambiental e sindicalista. Nasceu em Xapuri.
  • Enéas Ferreira Carneiro, foi político e cardiologista. Criador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional, o PRONA.
  • Glória Maria Ferrante Perez, a Glória Perez, é novelista. Nasceu na capital Rio Branco.
  • João Donato de Oliveira Neto é pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor. Um dos fundadores da Bossa Nova.
  • Iolanda Lima Fleming é política. A primeira mulher a assumir um governo no Brasil. Nasceu em Manoel Urbano.
  • Maria Osmarina Vaz de Lima, conhecida como Marina Silva, é ambientalista, historiadora, pedagoga e política.