Aspectos Geográficos do Amazonas

O Amazonas é a unidade federativa mais extensa do território brasileiro. Possui cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados de extensão de terra. O estado sozinho é maior que a região Nordeste do Brasil. Ao norte, faz limites com Roraima. Já ao leste, faz divisa com o estado do Pará. Ao sul com Mato Grosso; a sudoeste com o Acre; ao norte, Venezuela, Colômbia e Peru, a oeste.

A capital do Amazonas é Manaus. A cidade mais populosa abriga um terço da população total, que está em torno de 3,3 milhões de habitantes. O território amazonense abriga a maior floresta do planeta, erroneamente conhecida como o Pulmão do Mundo.

A vegetação do Amazonas se caracteriza por sua biodiversidade. Ocorre no estado três tipos de vegetação: a Mata do Igapó, Mata das Várzeas e Mata de Terra Firme. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a floresta se divide em floresta pluvial tropical ou floresta ombrófila densa, floresta de transição ou ombrófila aberta, savana, cerrado, campo, vegetação aluvial e outros.

Pelo território amazônico passa o rio mais caudaloso do mundo, o Rio Amazonas. Ele possui diversos afluentes e desemboca no Oceano Atlântico. Os principais rios que passam pelo estado são: o rio Purus, o Juruá, o Iça, Vapés, o rio Negro, o rio Solimões e o rio Madeira.

O extrativismo é a atividade mais comum da região do Amazonas. A pesca, a exploração dos minerais, a madeira, são os agentes movedores da economia. Os minerais são: o calcário, estanho, a castanha-do-pará e a borracha. O setor de comércio atua na Zona Franca de Manaus e movimenta boa parte do Produto Interno Bruto. Na agricultura, cultiva-se o arroz, mandioca, laranja e banana. O ecoturismo está em processo de crescimento na região.

Aspectos Históricos do Amazonas

As terras amazonenses, pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Coroa espanhola. O Primeiro europeu a chegar no Amazonas foi o espanhol Francisco de Orellana. O espanhol percorreu o rio Amazonas, onde enfrentou um exército de mulheres, de onde surgiu o nome do rio. As riquezas apresentadas pela terra chamou a atenção dos ingleses e neerlandeses.

Na época da Dinastia Filipina, no século XVI, já não era mais tão respeitada pelos espanhóis, que invadiam os territórios marinhos dos lusitanos. No mesmo ano da fundação da França Equinocial, no Maranhão, o rei Jaime I da Inglaterra, mandou Robert Harcour explorar o Novo Mundo. Depois da expulsão dos franceses, Francisco Caldeira de Castelo Branco fundou o Forte do Presépio, atual Belém do Pará.

O bandeirante paulista Antônio Raposo Tavares, que expandiu o território brasileiro nas áreas de dominação espanhola, fez uma expedição subindo o rio Paraguai, passou por Guaporé (Rondônia), percorreu o planalto até chegar ao Amazonas. Foi até Guarupá, no Pará.

Em 1669, fundaram o Forte de São José da Barra do Rio Negro, na área da atual Manaus. Os jesuítas, a maioria deles espanhóis, fizeram a catequização dos nativos em várias partes do território amazonense. A Coroa portuguesa viu a presença dos jesuítas com maus olhos, por isso decidiu expulsar os religiosos. Os missionários da Espanha foram substituídos pelos lusitanos.

Depois da expulsão, os estrangeiros desejaram voltar para as terras. Porém, os portugueses fecharam o rio Madeira para eles. Enquanto isso, os bandeirantes lusitanos continuavam a ampliar seu território. Desceram em expedições até chegar a Cuiabá, no Mato Grosso. Eles conseguiram criar um eixo comercial entre Manaus, Belém e Cuiabá. Ali deu início a novos povoados.

Em 1750, o Tratado de Madrid, substituto do Tordesilhas, concedeu as terras brasileiras para Portugal. Então, o Estado do Maranhão ampliou-se, criando o Grão – Pará. Após um estudo territorial do governador do estado, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instituiu uma comissão, baseada em Mariuá (o maior arquipélago brasileiro), em 1754. Um ano mais tarde, criou-se a Capitania de São José do Rio Negro.

Cerca de doze anos depois, a capitania passou a ser Grão – Pará e Rio Negro, destacando-se do Maranhão. Com a chegada da Família Real Portuguesa, a atividade do extrativismo, que já havia há tempos, cresceu com o algodão, cordoalhas, cerâmicas, velas e manteiga de tartaruga.

Quando o Amazonas se tornou apenas Grão, o primeiro governador Tenreiro Aranha, fundou o jornal Cinco de Setembro. O diário ajudou a intensificar o comércio da região. O estado começou a lucrar, o que abriu caminho para a instalação de seringais e outras indústrias. A borracha se destaca na produção. Com o investimento do Barão de Mauá, surgiu a Companhia de Navegação e Comércio da Amazônia.

O comércio avançou financeiramente, permitiu que Manaus se estruturasse, recebendo, assim, a urbanização. Foram construídas na cidade ruas e avenidas de mesmo modelo das europeias. Com isso, a capital amazonenense foi se desenvolvendo: ganhou um teatro, um palácio como sede do Governo e um mercado, bem como um Museu Botânico. Recebeu a visita de vários cientistas estrangeiros, curiosos com a biodiversidade apresentada pelas terras tupiniquins.

O ciclo da borracha permutou até o ano de 1913. O preço da borracha sofreu uma queda brusca, o que levou o estado a uma decadência. Passou por uma revolta, o Glebarismo, que reivindicava a retomada política e cultural pelos nativos. E foi território estratégico na Segunda Guerra Mundial. O estado do Amazonas retomou com a criação da Zona Franca de Manaus, o seu polo de indústrias de tecnologia.

Em 1987, descobriram que no território havia petróleo, mais especificamente na região de Coari. Desde então, o país investe no Amazonas. Houve a construção da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), a qual foi extinguida pelo ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, ela foi retomada pelo também ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Aspectos Culturais do Amazonas

O Amazonas possui o Teatro Amazonas, que foi construído na época do ciclo da borracha. Assim como em outros estados do norte do Brasil, o Amazonas possui o Festival Folclórico de Parintin, que é referência em todo o país e momento em que acontece a encenação do boi de parintins, também conhecido em outros estados como bumba-meu-boi.

O artesanato amazonense sofreu grande influência da cultura indígena. Normalmente, as matérias-primas são extraídas da floresta amazônica.

Personalidades

  • Malvino Ramos Salvador, Malvino Salvador, é ator e modelo. Nasceu na capital, Manaus.
  • Antonio Reginaldo Pizzonia Júnior, o Antonio Pizzonia, é piloto da Stock Car. Nasceu em Manaus.
  • Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto é político (PSDB) e diplomata. Nasceu em Manaus.