Aspectos Geográficos do Pará

O Pará é o segundo maior estado da região norte e do Brasil. Ele possui cerca de 1,3 milhões de km². Além de estar em segundo lugar em extensão territorial, o Pará é a unidade federativa com maior número de habitantes, totalizando aproximadamente 7,3 milhões de pessoas.

A unidade federativa faz divisa com o Amapá, ao norte; com o Mato Grosso, ao sul; a oeste é limítrofe com Tocantins e Maranhão. Ele é vizinho também de Roraima, Amazonas, Suriname e o Oceano Atlântico. A capital do Pará é Belém, a metrópole mais populosa da região norte.

O relevo do Pará encontra-se em regiões baixas, a menos de 300m de altitude. O estado paraense é formado por planície aluvial ou várzea, relevos baixo que sofrem inundações com as cheias do rio, mais precisamente o rio Amazonas. Há terras firmes, que são os pequenos planaltos, porém contendo maiores altitudes.

A Encosta Setentrional, outra forma de relevo do Pará, ocorre na região sul, com a presença das rochas cristalinas e se estende até a região do Mato Grosso. Já a encosta do sul do Planalto das Guianas, possui altitudes que beiram os 900 metros. E, por último, as planícies litorâneas, que abrigam um relevo em forma de tabuleiros, cujas ondas do mar moldam, formando falésias com até 20 metros de altura.

O clima da região é quente e úmido, com ocorrência de chuvas no período do verão. As bacias hidrográficas que cortam o estado paraense são: a Amazônica, a Bacia do Tocantins – Araguaia e a do Nordeste. A floresta amazônica cobre quase todo o estado paraense.

A vegetação da floresta amazônica se desdobra em mata de terra firme, onde é mais comum a presença de castanheiras; e a mata da várzea, a que gerou renda por muito tempo no estado, lugar que nascem as seringueiras.

Os madeireiros são responsáveis por boa parte da receita estadual paraense. A agricultura, por sua vez, movimenta a economia no cultivo da pimenta-do-reino, o arroz, o milho, o feijão e o coco-da-baía. São criados bovinos e suínos, mais precisamente, na região da Ilha de Marajó, onde também há, trazidos da Índia, os búfalos.

A indústria arrecada bastante com a produção dos produtos minerais, alimentícios e outros elementos retirados da floresta. O extrativismo mineral se deu a partir da descoberta das jazidas de manganês, níquel, de ferro, ouro, estanho, alumínio e cobre. Outra matéria encontrada foi o calcário, essencial produto agrícola.

Aspectos Históricos do Pará

Em 1616, foi fundado pelos colonos portugueses o Forte do Presépio. Conhecido também por Forte do Castelo de Belém, recebeu visitas de expedições estrangeiras, de holandeses e ingleses, que estavam atrás de produtos de origem vegetal, como a pimenta-do-reino, noz-moscada, a canela, etc.

O Pará estava subordinado ao governo da capitania do Maranhão, que se responsabilizou pela produção da terra. Em 1751, o Pará se expandiu para o ocidente brasileiro e se tornou o Grão – Pará. Ele abrigava a capitania de São José do Rio Negro, atualmente o estado do Amazonas.

O Grão – Pará passou por várias revoltas e movimentos populares. Por volta de 1821, aconteceu a Revolução Constitucionalista do Porto, em Portugal, apoiada pelos habitantes do Grão – Pará e terminou por ser reprimida.

Durante o período colonial, o Pará não estava em conexão com o Brasil Independente. Reportavam-se apenas a Lisboa. Porém nesse período o Grão – Pará passou pela revolução da Cabanagem, em 1835, que foi sufocada pelo governo.

No final do século XIX e início do século XX, o crescimento econômico se deu pela comercialização da borracha, derivada da matéria-prima do látex, presentes nas seringueiras da região paraense. A Amazônia entrou no ciclo da borracha.

O ciclo da borracha contribuiu bastante para o desenvolvimento das cidades da região amazônica. Belém e Manaus foram muito beneficiadas, pois adquiriram urbanização semelhante à de cidades europeias, com largas avenidas, praças, teatros, museus e etc. O ciclo da borracha entrou em declínio, saindo apenas na década de 1970.

Aspectos Culturais do Pará

O Pará possui um grande acervo cultural. Encontra-se no estado o Museu Paraense Emílio Goeldi, internacionalmente conhecido por suas pesquisas arqueológicas dos aspectos culturais e naturais da região amazônica. Os paraenses são donos de um aquário horto-florestal, bem como uma biblioteca arqueológica, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN (pronuncia-se: ifam).

Os movimentos populares são o Círio de Nazaré, o Boi-Bumbá, o mesmo que o Bumba-meu-Boi, o Boi de Reis, a Marujada e o Carimbó. As festas são mais conhecidas na região da capital, Belém do Pará. As comidas típicas paraenses são: o pato no tucupi, o tacacá, a casquinha de siri, o peixe moquecado, no tucupi, o açaí, o refresco e o doce de cupuaçu.

Personalidades do Pará

  • Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira é um ex-futebolista. Um dos maiores jogadores do Corinthians Paulista. Nasceu na capital, Belém do Pará.
  • Hélio Grace, um dos difusores do jiu-jitsu no Brasil, nasceu em Belém.
  • Joelma da Silva Mendes é vocalista da Banda Calypso do Pará. Nasceu em Almeirim.
  • Maria de Fátima Palha de Figueiredo, a Fafá de Belém, é cantora e atriz. Nasceu em Belém.
  • Paulo Henrique Chagas de Lima, o Ganso, é futebolista. Joga no Santos F. C. e na Seleção Brasileira.